Hoje enquanto corria observava o meu amor e tentava explicar a intensa vontade que eu sinto de fazer tudo ao lado dele, de viver para e por ele, desde as coisas mais corriqueiras como preparar o almoço que ele gosta, ou um simples cafuné como atitudes mais significativas de renúncia e compreensão, creio que essa emoção de sentir pela primeira vez o que é o companheirismo me abala, mexe profundamente em meus sentimentos, pois eu não consigo, simplesmente não consigo mesmo sequer raciocinar mais no singular.
Porém, concluo que amar e singular só servem mesmo para rimar.
Para falar o português claro, de uns três meses para cá eu só uso a primeira pessoa do plural, e faço isto de forma tão natural, que quando paro para botar reparo, acho graça!
Eu que vivi sozinha uma vida toda, e achava até absurdo casais que viviam grudados, hoje me pego assim completamente interligada a tudo o que ele faz, e ele ao que eu faço, e o mais curioso é que tudo isso sem desrespeitar a individualidade de ambos.
Mas, desde que ele apareceu eu sou uma mulher melhor, a capacidade que ele tem de acrescentar sabedoria, benevolência, força de vontade e garra em minha rotina é surpreendente, ele dá mais vida a minha vida.
Poetas, me perdoem, mas quem disse que o amor faz sofrer não experimentou amar a pessoa certa. Porque amar uma pessoa de valor aproxima-se da perfeição, pois tem Deus ali naquele amor, tem as bençãos dele naquela relação, é muito mais que fogo da paixão, é a paz do companheirismo e cumplicidade, é sabe o que? A inevitável felicidade!
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