sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Viver é navegar pelo desconhecido e conhecer o surpreendente!



2013, um ano que vai mudar minha vida...
...este ano já começou cheio de responsabilidades, sim, as coisas aconteceram tão depressa como num sonho. O maior sonho de todos os tempos para mim: sorte no amor, cumplicidade, parceria, companheirismo, e o melhor, o resultado! Um casamento marcado com excelentes perspectivas de felicidade conjugal.
Vamos ter nossa casa, fazer as coisas do nosso jeito, adaptar a rotina à nossa maneira, experimentar, ajustar, fracassar, vencer, acertar, errar, consertar, rir, chorar, brigar, fazer as pazes, nos amar, zombar um do outro e enfim, isso tudo é sinônimo de vida para mim. Nunca mais tive a sensação de que o mundo acontecia lá fora enquanto eu estagnava aqui dentro, agora eu sou participante ativa deste movimento natural da vida.
Nunca mais tive medo de errar, falta de confiança no que eu podia fazer, eu arrisquei feito um bichinho acuado, e mesmo nos dias que eu tive mais medo, eu continuei passo a passo adiante, sem saber aonde isto iria me levar, sem saber onde iria ancorar meu barco e quer saber? Não naufraguei. Eu naveguei mar adentro e só peguei tempo bom até agora.
Quando nos sentimos sozinhos na embarcação fica mais coerente pular fora antes de se afogar, é difícil confiar em si mesma sem alguém que te faça acreditar que você possa. Infelizmente a maioria das pessoas costuma sempre afirmar e quase provar que você não pode, ninguém mesmo te dá chance alguma, porque a chance é você e somente você que faz.
Mas de repente quando há um marinheiro ali no barco, que te convence que você sabe navegar, sabe dirigir e não vai afundar, daí sim até a maré começa a agir a seu favor.
Passei por ondas gigantes, passei momentos de incertezas, pessoais, profissionais, emocionais, mas nunca nem por um minuto pude imaginar o que seria de mim sem meu amor, meu amigo, meu porto seguro.
De uma certa forma quando ele chegou tudo o que eu acreditava antes dele desmoronou, e eu perdi as referências, foi uma reconstrução do que eu era, para me tornar o que eu sou. Hoje eu sou muito mais feliz do que eu era, não somente porque estou com ele, mas porque estou sem as coisas fugazes que eu tanto acreditava serem sólidas.
Foi o fim da ilusão para o início da realidade, minha vida saiu dos filmes e livros para ser real, finalmente!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

E ele chegou para ficar!



Certo dia há mais de cinco anos, eu dei um depoimento para uma revista que não me lembro ao certo qual era, a respeito da espera de um grande amor...
...e pensar que há mais de cinco anos enquanto eu escrevia isso, eu e Renato almoçávamos no mesmo restaurante e trabalhávamos na mesma calçada sem nunca termos nos visto...a vida não é mesmo muito engraçada?
Vai ver a certeza que eu tinha no peito de que ia viver uma história FANTÁSTICA era ainda mais latente pela proximidade dele...
Não foi naquele ano, nem mesmo naquela avenida, apesar de estarmos tão próximos, que Deus quis que nos encontrássemos, ele permitiu que nos esbarrássemos no momento certo, em outros tempos, maturidades e na Avenida Brigadeiro correta...rs


De: Leliane Moraes
Enviada em: quarta-feira, 5 de setembro de 2007 13:59
Assunto: Depoimento - A espera de um amor verdadeiro
 Oi, tudo bom?
Eu vou contar um pouco da minha história para você, creio que a minha amiga tenha me indicado, pois realmente eu sou a personagem ideal para falar da busca e da espera de um grande amor.
Eu sou romântica, apaixonada pela vida, creio em príncipes encantados e contos de fadas, porém adaptados à realidade, eu acho que o amor é real e verídico e que quando duas pessoas de bem, que tenham afinidades, respeito por si próprias e pelo próximo e dispostas a viver uma relação se encantam uma com a outra uma linda história de amor realmente pode acontecer.
Eu acho que o ser humano perdeu um pouco da sensibilidade, e se conformou muito fácil em aceitar relacionamentos, impossíveis de fazerem o outro e a si mesmo felizes, eu não posso aceitar isso e nem acreditar que o relacionamento que eu sempre esperei ter não exista.
Desde criança eu tenho o sonho de encontrar um amor verdadeiro, e com ele constituir meu lar, (meu castelo), ter minha família e para ela me dedicar e viver, já virei motivos de chacota por conta disso, mas eu sou o que sou e não me importo com o que pensam e falam de mim, eu entro na brincadeira e assumo mesmo que acredito em príncipes... acho que ter amor de verdade no coração e querer doá-lo a alguém que mereça é digno de louvor e não de piada.
 O difícil é encontrar esse alguém merecedor, já sofri muito por me enganar, por idealizar pessoas que não tinham condições de serem o homem merecedor do meu amor, não os culpo por isso, me culpo pelo engano de ter me apaixonado pelo que eu julguei que fossem e não pelo que realmente eram, e sempre tenho forças para me reerguer cada dia com a esperança mais latejante dentro do peito de que o homem que eu quero e que é o ideal para mim chegará um dia, primeiro porque ainda tenho muito pela frente, muitos enganos, muitas ilusões, muitas diversões e também muitas coisas boas e que valham a pena. Eu tenho certeza que minha hora de realizar meu sonho e viver feliz ao lado de quem me ame de verdade e me mereça vai chegar.
Claro, que sair sábado a noite com amigos acompanhados e você ali sem ninguém muitas vezes incomoda e te faz refletir e se questionar no porquê da demora de alguém legal surgir em sua vida, mas aprendi que é por isso que me deixei diversas vezes me envolver em relacionamentos superficiais que definitivamente nunca me fizeram feliz e nem nunca me satisfizeram, pois nunca foi o que quis e desejei para mim. Posso ter pouca idade, ouço conselhos de que tenho que aproveitar e curtir, mas eu acho que eu sou diferente, minha curtição não é cada dia estar com alguém e sim estar todos os dias convivendo com a mesma pessoa capaz de me fazer feliz sempre e que me permita mostrar o quanto eu quero, gosto e me dedico para fazê-la feliz também.
A espera por esse alguém já me rendeu vários textos filosóficos, para uns ela não demora chega na adolescência mesmo, para outros ela só vêm na terceira idade, creio que para muitos ela não chega e a angustiante sensação de esperar sem saber quando chegará é que me faz cometer alguns deslizes e equívocos, nunca me arrependi de acreditar num relacionamento, mesmo que tenha sido frustrado, não julgo que desperdicei sentimento com ninguém, eu investi na minha felicidade e não fui correspondida da forma como esperava, pois não estava na mesma sintonia dos homens que encontrei em meu caminho, mas tudo é experiência e esses relacionamentos me serviram de amadurecimento e preparo para quando minha hora chegar eu não deixá-la passar por nenhum motivo.
Também não sou exigente, dizer que acredito em príncipes é uma metáfora, porque o homem que eu amar será o meu príncipe mesmo com seus defeitos e manias, pois o ser humano não é perfeito e seria muito chato se fosse, mas existem coisas essenciais no meu ponto de vista e eu só quero para mim aquilo que sei que posso dar, respeito, carinho, consideração, diversão, bons momentos, amor, sentimento e sinceridade, para finalizar só faltou mencionar a afinidade em alguns gostos e ideais e pronto. Acho que já temos o modelo básico de relação ideal. Mas, tudo depende da situação, de cada um, das opiniões minhas e de quem eu encontrar e do que o destino me reservar...mas uma coisa eu garanto, minha hora vai chegar! Isso eu sei que vai...e por mais que eu já tenha tido raiva das muitas vezes que eu ouvi a frase " Tudo tem seu tempo" , hoje eu sei que ela é a mais pura verdade e que Deus só tira do nosso caminho aquilo que não era para ser e quando alguém permanecer de vez é porque era o que eu estava esperando há tempos...
Beijos
Leli

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu não me arrependo de ter confiado

Amar não é precisar em exatidões e exemplos aquilo que você sente, não é provar a todo instante, não é sacrificante.
Amor e sacrifício não combinam, quem disser que sim não aprendeu a desvendar a leveza da vida, nem a apreciar a beleza dos casos, a imprevisibilidade residente nos acasos. Não soube dar-se a oportunidade, qual? Aquela do perdão, do olá, do talvez, do por que não?
A fórmula certa de ser feliz é ignorar a mágoa e acolher os mistérios que dia a dia se revelam. Ou seja, não tem fórmula para ser feliz, o que dá certo para este não precisa ser exatamente o mesmo para aquele, a única coisa que não desce mesmo é colocar uma energia imensa e ruim em coisas pequenas, isto nos torna tão mesquinhos.
Eu sei que é difícil minha gente, diante de tantas decepções, afinal lidar com pessoas é um tanto quanto complexo, eu passei 27 anos e alguns meses tentando entender até que por fim me rendi a não querer compreensão de nada, nem mesmo da minha pessoa.
Porque eu quero poder sorrir e dormir todos os dias. Eu quero apagar o que não foi bom sem ter que desejar nada de ruim para ninguém, eu quero poder dizer - valeu, mesmo que tenha acabado, eu quero guardar lembranças bacanas no meu arquivo pessoal de um tempo, que mesmo que tenha passado alheio à minha vontade, foi importante e constituiu parte do meu ser.
Eu não me arrependo de ter confiado, porque são as lições das quedas que nos fortalecem;
Eu não me lamento por ter perdido, porque as perdas também amadurecem;
Eu não cultivo por muito tempo fatos tristes, porque eu dou chance para a vida fluir, frutificar, brotar outros ramos;
Eu não enterro pessoas que um dia amei, eu as deixo livres para encontrar luz em outros caminhos;
Eu não mando recados mal-criados, eu olho no olho e digo sinto muito, eu dei o meu melhor, mas se meu melhor não foi o suficiente eu não tenho mais o que dar de mim.
E quando o tempo passar e com ele distanciar afinidades, intimidades, o que vai restar é o vazio, o desconhecido, o formal, o superficial, uma pseudo-relação enfraquecida que se automutilou.
Então, se é para acabar que seja de coração aberto, em meus sentimentos e em minha alma, mesmo que eu venha a tentar não tem lugar para ressentimentos. Eu não sou falsa, minha transparência só permite pureza no coração. Se não me encaixo mais em sua vida você não é digna de minha raiva ou aversão, apenas do seu livre arbítrio. Se você é vendaval, eu te deixo passar sem obstáculos. Porque minha felicidade não me deixa maquinar picuinhas, porque mesmo que eu tenha sofrido com certas decepções meu saldo sempre e graças a Deus foi positivo. E nesta fase em que vivo e que sinto perene eu tenho muito mais a comemorar do que a lamentar.
Eu não me oponho, eu deixo partir.
Eu não sofro, eu me ponho a sorrir.
O que falta em almas amargas é alegria.
O que resolve problemas crônicos é humildade.
O que torna a vida saudável é felicidade.
Isto não é uma resposta, isto é apenas um texto de alguém que sabe amar e que termina cada dia, não importa o que tenha acontecido nele, feliz!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Serendipity - descoberta por acidente ou sagacidade de coisas que não estavam sendo buscadas!
Quando te encontrei, não estava te procurando.
Quando te notei, tive que ter coragem para encarar um desconhecido, sorrir para um estranho e logo depois me apresentar e deixar contato para alguém que nunca tinha ouvido sequer falar.
Por diversas vezes cruzamos o mesmo caminho sem nos darmos conta da presença um do outro, trabalhávamos na mesma avenida, frequentávamos a mesma praia, conhecíamos pessoas em comum, porém foi na hora exata marcada pela casualidade que o destino permitiu nosso encontro.
Bastou apenas um olhar para que a confiança brotasse, são coisas que não dão lugar à razão, pois se dessem, não aconteceriam, não pensei para te botar na minha vida, não raciocinei para escancarar as portas do meu coração para que entrasse, e hoje não explico o sentimento que tenho por ti desde o primeiro instante, mas que só aumenta com o passar dos dias.
O tempo é apenas um mero detalhe, a forma uma consequência, o que realmente importa é que existe, é real mesmo que surreal, é amor e o amor quando verdadeiro se basta!
Você é suficiente, nada mais além do que você me traz me interessa.
Obrigada por deixar pistas para que eu achasse o que eu não buscava, mas que há tempos me fazia falta!

segunda-feira, 5 de março de 2012


A vida não pode ser medida por decepções ou mágoas, mas deve ser encarada por momentos em que sorrimos, e por pessoas que nos fizeram sorrir ou compartilharam da alegria conosco.  Do mesmo jeito que o vento pode ser uma brisa suave e acariciar nossa pele, ou desarrumar nossos cabelos, ele pode ser um tufão e destruir sólidas construções. Assim como o tempo que ameniza situações desagradáveis ou piora distâncias.


Ultimamente venho pensando muito na vida, no tempo, na saudade, nas circunstâncias, em quem chegou e em que se foi da minha rotina. Em quem o destino me presenteou como dádiva, gente que me pergunto se cheguei a merecer algum dia. Em quem eu me esforcei para que permanecesse e em quem eu expulsei sem mais nem menos. Em amizades, em amor, em parentesco de alma, de sangue, de coração. Penso também no sentido dos desentendimentos, no tempo desperdiçado, na convivência desfeita, nos laços desatados, elos perdidos, perdidos? Talvez apagados. Deixando um grande borrão manchado no lugar, manchas de um passado que de tão bom custa em deletar lembranças, custa em se conformar com a palavra: passou.


Eu sempre fui muito saudosista, fui também sempre adepta da fuga da realidade em situações de sentimentos confusos. Me negando a acreditar que o que eu tinha desmoronou, mas este desmoronamento era só uma mudança, de lugar, ordem, pessoas, enfim, a vida é cíclica, raras coisas são perenes nestes ciclos. Mas isso não significa que tenhamos que deletar sentimentos como arquivos ultrapassados de computador. Aliás, quando é verdadeiro quem deleta um amor? Existem pessoas que fazem parte da formação do que somos, acreditamos, ideais e ideias que defendemos ,então, como podemos deixá-las ir com o vento, ou com o tempo?


No máximo deixamos a porta aberta, ou a cópia da chave de nossa vida embaixo do tapete, lugar que elas sempre souberam onde ficava, para quando acharem apropriado, entrarem novamente em nosso cotidiano e desfrutarem das novas fases e momentos que estivermos passando, afinal de contas, existem pessoas que nunca deixaram e nem deixarão de ser bem-vindas!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Relatos de uma ex carnavalesca

Leli sempre amou carnaval, não podia ser diferente sendo fruto de um amor de carnaval.
Num belo baile de salão no SPFC em 28 de fevereiro de 1981, seus pais se conheceram e contrariando a todas as expectativas já estão em vias de completar 31 anos juntos.
Quem disse que amor de carnaval não chega na quarta-feira de cinzas?
Pois é, o carnaval para quem sabe curtir é maravilhoso, temos lá 4 dias de festa com clima de alegria e serpentinas no ar, porém temos muitas pessoas despreparadas moral e espiritualmente que aproveitam a farra para externar seus vícios de má conduta. Que enchem a cara pelo puro prazer de ficar mais louco ainda e saem nas ruas cometendo os desatinos mais bárbaros que podemos imaginar, encrenca para essa gente virou esporte, cujo treinamento é severo.
A má índole não aparece apenas no carnaval, isso é óbvio, mas que a propensão aumenta, isso não se pode negar.
Chegamos a um ponto que temos que ter medo até de sair na rua nesses dias, porque além do trânsito de carros e pessoas, encontramos os mais variados dissabores, bandidos, vândalos, seres animalescos buscando extravasar suas vontades de confusão.
Estou pintando um cenário muito bestial?
Desculpem leitores, sei que já basta de tanto noticiário sensacionalista, mas eu me revolto de ver que estamos evoluindo uma situação cada vez mais crítica e absurda, onde mortes de inocentes, dores e sofrimentos se tornaram até normais a olhos tão acostumados de ver esse tipo de coisa.
Uma festa popular e tradicional que poderia e deveria ser explorada para atrair turistas ao nosso país está espantando os próprios brasileiros. Escolas de samba que "aparentemente" unem comunidades em prol de uma diversão, que incentivam trabalho de equipe, que movimentam empregos e tudo o mais, nada mais são que antros de bandidagem e criminalidade.
Em vez de torcerem civilizadamente ou reivindicarem seus direitos de forma eficiente com argumentos e ações eficazes, as pessoas se unem para depredar, destruir, fazem questão de marketing negativo para suas escolas, bairros, times e para seu país!
Porque de repente, aqui no Brasil virou bonito ser bandido, as gírias, as ações, as atitudes, a forma de andar, as músicas, tudo é plágio do crime e a população vítima do crime aplaude e acha "descolado"?
Descolado é ser original, resolver os problemas com dignidade, com paz de espírito, com luta pela justiça sem causar dor ou destruir seja lá o que for, se o que eu tenho em mente vai ferir algo ou alguém, como pode isso ser bom? Nada que machuque o outro é bom para ninguém, enquanto a gente aplaudir baboseiras na televisão vamos compactuar com essa corja ridícula que só faz atrasar a evolução de nosso país e da nossa humanidade. Só faz dar maus exemplos para as nossas crianças e envergonhar nossos idosos.
A mídia modula nossa mente como se nosso cérebro fosse de argila, e achamos tão normal que torcidas organizadas sejam tão bárbaras quanto os ostrogodos da Idade Média que chegamos a defender as torcidas de nossos respectivos times, encontrando justificativas pouco plausíveis para crimes, os quais estamos sujeitos a sofrer.
Estou decepcionada com o carnaval, talvez esteja ficando mesmo rabugenta perto dos 30, quando eu ouvia minha mãe me proibir de frequentar esolas de samba alegando que não era lugar de moça de bem, que lá tinha muito bandido e tal, eu achava um preconceito e sonhava em desfilar na avenida, em sambar com a bateria, em curtir até o último poro da pele o carnaval.
Mãe, hoje eu vejo o quanto você tem razão.
Pois a maioria das coisas não possuem a visão doce e ingênua que eu sempre as atribuí, o carnaval não é uma festa legal, de gente legal, que tem música para a gente dançar e soltar o estresse do dia a dia. As pessoas têm o dom de acabar com as coisas boas, de apodrecer e arruinar sonhos. Muita gente boa vai lá, aliás a maioria, mas são as pessoas ruins que fazem fama e botam em risco a vidas das outras que estão lá para se divertir.
Hoje eu digo que tive o melhor carnaval da minha vida, protegida dentro de casa, com pessoas que confio, adoro e me respeitam. Esse foi o único carnaval que curti de verdade, o resto foi tudo ilusão.
Ilusão de que as coisas podem ser boas num mundo onde as pessoas só usam a inteligência e a capacidade de raciocínio, diria muitas vezes brilhante, para fazer o mal.
Lamento por tudo, por escrever um texto tão adverso do que sempre costumo escrever com meu jeito otimista. Hoje estou frustrada, estou de luto por todas as mortes, brigas, destruições desse carnaval, estou vivendo a minha quarta-feira de cinzas e ao mesmo tempo muito feliz por não fazer mais parte da zoeira que antes me parecia tão bacana e boa de festejar. Motivo de festa para mim a partir de agora é minha família e amigos de verdade, ambiente seguro, afinal de contas, o melhor carnaval sou eu quem faço!