terça-feira, 4 de dezembro de 2012

E ele chegou para ficar!



Certo dia há mais de cinco anos, eu dei um depoimento para uma revista que não me lembro ao certo qual era, a respeito da espera de um grande amor...
...e pensar que há mais de cinco anos enquanto eu escrevia isso, eu e Renato almoçávamos no mesmo restaurante e trabalhávamos na mesma calçada sem nunca termos nos visto...a vida não é mesmo muito engraçada?
Vai ver a certeza que eu tinha no peito de que ia viver uma história FANTÁSTICA era ainda mais latente pela proximidade dele...
Não foi naquele ano, nem mesmo naquela avenida, apesar de estarmos tão próximos, que Deus quis que nos encontrássemos, ele permitiu que nos esbarrássemos no momento certo, em outros tempos, maturidades e na Avenida Brigadeiro correta...rs


De: Leliane Moraes
Enviada em: quarta-feira, 5 de setembro de 2007 13:59
Assunto: Depoimento - A espera de um amor verdadeiro
 Oi, tudo bom?
Eu vou contar um pouco da minha história para você, creio que a minha amiga tenha me indicado, pois realmente eu sou a personagem ideal para falar da busca e da espera de um grande amor.
Eu sou romântica, apaixonada pela vida, creio em príncipes encantados e contos de fadas, porém adaptados à realidade, eu acho que o amor é real e verídico e que quando duas pessoas de bem, que tenham afinidades, respeito por si próprias e pelo próximo e dispostas a viver uma relação se encantam uma com a outra uma linda história de amor realmente pode acontecer.
Eu acho que o ser humano perdeu um pouco da sensibilidade, e se conformou muito fácil em aceitar relacionamentos, impossíveis de fazerem o outro e a si mesmo felizes, eu não posso aceitar isso e nem acreditar que o relacionamento que eu sempre esperei ter não exista.
Desde criança eu tenho o sonho de encontrar um amor verdadeiro, e com ele constituir meu lar, (meu castelo), ter minha família e para ela me dedicar e viver, já virei motivos de chacota por conta disso, mas eu sou o que sou e não me importo com o que pensam e falam de mim, eu entro na brincadeira e assumo mesmo que acredito em príncipes... acho que ter amor de verdade no coração e querer doá-lo a alguém que mereça é digno de louvor e não de piada.
 O difícil é encontrar esse alguém merecedor, já sofri muito por me enganar, por idealizar pessoas que não tinham condições de serem o homem merecedor do meu amor, não os culpo por isso, me culpo pelo engano de ter me apaixonado pelo que eu julguei que fossem e não pelo que realmente eram, e sempre tenho forças para me reerguer cada dia com a esperança mais latejante dentro do peito de que o homem que eu quero e que é o ideal para mim chegará um dia, primeiro porque ainda tenho muito pela frente, muitos enganos, muitas ilusões, muitas diversões e também muitas coisas boas e que valham a pena. Eu tenho certeza que minha hora de realizar meu sonho e viver feliz ao lado de quem me ame de verdade e me mereça vai chegar.
Claro, que sair sábado a noite com amigos acompanhados e você ali sem ninguém muitas vezes incomoda e te faz refletir e se questionar no porquê da demora de alguém legal surgir em sua vida, mas aprendi que é por isso que me deixei diversas vezes me envolver em relacionamentos superficiais que definitivamente nunca me fizeram feliz e nem nunca me satisfizeram, pois nunca foi o que quis e desejei para mim. Posso ter pouca idade, ouço conselhos de que tenho que aproveitar e curtir, mas eu acho que eu sou diferente, minha curtição não é cada dia estar com alguém e sim estar todos os dias convivendo com a mesma pessoa capaz de me fazer feliz sempre e que me permita mostrar o quanto eu quero, gosto e me dedico para fazê-la feliz também.
A espera por esse alguém já me rendeu vários textos filosóficos, para uns ela não demora chega na adolescência mesmo, para outros ela só vêm na terceira idade, creio que para muitos ela não chega e a angustiante sensação de esperar sem saber quando chegará é que me faz cometer alguns deslizes e equívocos, nunca me arrependi de acreditar num relacionamento, mesmo que tenha sido frustrado, não julgo que desperdicei sentimento com ninguém, eu investi na minha felicidade e não fui correspondida da forma como esperava, pois não estava na mesma sintonia dos homens que encontrei em meu caminho, mas tudo é experiência e esses relacionamentos me serviram de amadurecimento e preparo para quando minha hora chegar eu não deixá-la passar por nenhum motivo.
Também não sou exigente, dizer que acredito em príncipes é uma metáfora, porque o homem que eu amar será o meu príncipe mesmo com seus defeitos e manias, pois o ser humano não é perfeito e seria muito chato se fosse, mas existem coisas essenciais no meu ponto de vista e eu só quero para mim aquilo que sei que posso dar, respeito, carinho, consideração, diversão, bons momentos, amor, sentimento e sinceridade, para finalizar só faltou mencionar a afinidade em alguns gostos e ideais e pronto. Acho que já temos o modelo básico de relação ideal. Mas, tudo depende da situação, de cada um, das opiniões minhas e de quem eu encontrar e do que o destino me reservar...mas uma coisa eu garanto, minha hora vai chegar! Isso eu sei que vai...e por mais que eu já tenha tido raiva das muitas vezes que eu ouvi a frase " Tudo tem seu tempo" , hoje eu sei que ela é a mais pura verdade e que Deus só tira do nosso caminho aquilo que não era para ser e quando alguém permanecer de vez é porque era o que eu estava esperando há tempos...
Beijos
Leli

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu não me arrependo de ter confiado

Amar não é precisar em exatidões e exemplos aquilo que você sente, não é provar a todo instante, não é sacrificante.
Amor e sacrifício não combinam, quem disser que sim não aprendeu a desvendar a leveza da vida, nem a apreciar a beleza dos casos, a imprevisibilidade residente nos acasos. Não soube dar-se a oportunidade, qual? Aquela do perdão, do olá, do talvez, do por que não?
A fórmula certa de ser feliz é ignorar a mágoa e acolher os mistérios que dia a dia se revelam. Ou seja, não tem fórmula para ser feliz, o que dá certo para este não precisa ser exatamente o mesmo para aquele, a única coisa que não desce mesmo é colocar uma energia imensa e ruim em coisas pequenas, isto nos torna tão mesquinhos.
Eu sei que é difícil minha gente, diante de tantas decepções, afinal lidar com pessoas é um tanto quanto complexo, eu passei 27 anos e alguns meses tentando entender até que por fim me rendi a não querer compreensão de nada, nem mesmo da minha pessoa.
Porque eu quero poder sorrir e dormir todos os dias. Eu quero apagar o que não foi bom sem ter que desejar nada de ruim para ninguém, eu quero poder dizer - valeu, mesmo que tenha acabado, eu quero guardar lembranças bacanas no meu arquivo pessoal de um tempo, que mesmo que tenha passado alheio à minha vontade, foi importante e constituiu parte do meu ser.
Eu não me arrependo de ter confiado, porque são as lições das quedas que nos fortalecem;
Eu não me lamento por ter perdido, porque as perdas também amadurecem;
Eu não cultivo por muito tempo fatos tristes, porque eu dou chance para a vida fluir, frutificar, brotar outros ramos;
Eu não enterro pessoas que um dia amei, eu as deixo livres para encontrar luz em outros caminhos;
Eu não mando recados mal-criados, eu olho no olho e digo sinto muito, eu dei o meu melhor, mas se meu melhor não foi o suficiente eu não tenho mais o que dar de mim.
E quando o tempo passar e com ele distanciar afinidades, intimidades, o que vai restar é o vazio, o desconhecido, o formal, o superficial, uma pseudo-relação enfraquecida que se automutilou.
Então, se é para acabar que seja de coração aberto, em meus sentimentos e em minha alma, mesmo que eu venha a tentar não tem lugar para ressentimentos. Eu não sou falsa, minha transparência só permite pureza no coração. Se não me encaixo mais em sua vida você não é digna de minha raiva ou aversão, apenas do seu livre arbítrio. Se você é vendaval, eu te deixo passar sem obstáculos. Porque minha felicidade não me deixa maquinar picuinhas, porque mesmo que eu tenha sofrido com certas decepções meu saldo sempre e graças a Deus foi positivo. E nesta fase em que vivo e que sinto perene eu tenho muito mais a comemorar do que a lamentar.
Eu não me oponho, eu deixo partir.
Eu não sofro, eu me ponho a sorrir.
O que falta em almas amargas é alegria.
O que resolve problemas crônicos é humildade.
O que torna a vida saudável é felicidade.
Isto não é uma resposta, isto é apenas um texto de alguém que sabe amar e que termina cada dia, não importa o que tenha acontecido nele, feliz!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Serendipity - descoberta por acidente ou sagacidade de coisas que não estavam sendo buscadas!
Quando te encontrei, não estava te procurando.
Quando te notei, tive que ter coragem para encarar um desconhecido, sorrir para um estranho e logo depois me apresentar e deixar contato para alguém que nunca tinha ouvido sequer falar.
Por diversas vezes cruzamos o mesmo caminho sem nos darmos conta da presença um do outro, trabalhávamos na mesma avenida, frequentávamos a mesma praia, conhecíamos pessoas em comum, porém foi na hora exata marcada pela casualidade que o destino permitiu nosso encontro.
Bastou apenas um olhar para que a confiança brotasse, são coisas que não dão lugar à razão, pois se dessem, não aconteceriam, não pensei para te botar na minha vida, não raciocinei para escancarar as portas do meu coração para que entrasse, e hoje não explico o sentimento que tenho por ti desde o primeiro instante, mas que só aumenta com o passar dos dias.
O tempo é apenas um mero detalhe, a forma uma consequência, o que realmente importa é que existe, é real mesmo que surreal, é amor e o amor quando verdadeiro se basta!
Você é suficiente, nada mais além do que você me traz me interessa.
Obrigada por deixar pistas para que eu achasse o que eu não buscava, mas que há tempos me fazia falta!

segunda-feira, 5 de março de 2012


A vida não pode ser medida por decepções ou mágoas, mas deve ser encarada por momentos em que sorrimos, e por pessoas que nos fizeram sorrir ou compartilharam da alegria conosco.  Do mesmo jeito que o vento pode ser uma brisa suave e acariciar nossa pele, ou desarrumar nossos cabelos, ele pode ser um tufão e destruir sólidas construções. Assim como o tempo que ameniza situações desagradáveis ou piora distâncias.


Ultimamente venho pensando muito na vida, no tempo, na saudade, nas circunstâncias, em quem chegou e em que se foi da minha rotina. Em quem o destino me presenteou como dádiva, gente que me pergunto se cheguei a merecer algum dia. Em quem eu me esforcei para que permanecesse e em quem eu expulsei sem mais nem menos. Em amizades, em amor, em parentesco de alma, de sangue, de coração. Penso também no sentido dos desentendimentos, no tempo desperdiçado, na convivência desfeita, nos laços desatados, elos perdidos, perdidos? Talvez apagados. Deixando um grande borrão manchado no lugar, manchas de um passado que de tão bom custa em deletar lembranças, custa em se conformar com a palavra: passou.


Eu sempre fui muito saudosista, fui também sempre adepta da fuga da realidade em situações de sentimentos confusos. Me negando a acreditar que o que eu tinha desmoronou, mas este desmoronamento era só uma mudança, de lugar, ordem, pessoas, enfim, a vida é cíclica, raras coisas são perenes nestes ciclos. Mas isso não significa que tenhamos que deletar sentimentos como arquivos ultrapassados de computador. Aliás, quando é verdadeiro quem deleta um amor? Existem pessoas que fazem parte da formação do que somos, acreditamos, ideais e ideias que defendemos ,então, como podemos deixá-las ir com o vento, ou com o tempo?


No máximo deixamos a porta aberta, ou a cópia da chave de nossa vida embaixo do tapete, lugar que elas sempre souberam onde ficava, para quando acharem apropriado, entrarem novamente em nosso cotidiano e desfrutarem das novas fases e momentos que estivermos passando, afinal de contas, existem pessoas que nunca deixaram e nem deixarão de ser bem-vindas!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Relatos de uma ex carnavalesca

Leli sempre amou carnaval, não podia ser diferente sendo fruto de um amor de carnaval.
Num belo baile de salão no SPFC em 28 de fevereiro de 1981, seus pais se conheceram e contrariando a todas as expectativas já estão em vias de completar 31 anos juntos.
Quem disse que amor de carnaval não chega na quarta-feira de cinzas?
Pois é, o carnaval para quem sabe curtir é maravilhoso, temos lá 4 dias de festa com clima de alegria e serpentinas no ar, porém temos muitas pessoas despreparadas moral e espiritualmente que aproveitam a farra para externar seus vícios de má conduta. Que enchem a cara pelo puro prazer de ficar mais louco ainda e saem nas ruas cometendo os desatinos mais bárbaros que podemos imaginar, encrenca para essa gente virou esporte, cujo treinamento é severo.
A má índole não aparece apenas no carnaval, isso é óbvio, mas que a propensão aumenta, isso não se pode negar.
Chegamos a um ponto que temos que ter medo até de sair na rua nesses dias, porque além do trânsito de carros e pessoas, encontramos os mais variados dissabores, bandidos, vândalos, seres animalescos buscando extravasar suas vontades de confusão.
Estou pintando um cenário muito bestial?
Desculpem leitores, sei que já basta de tanto noticiário sensacionalista, mas eu me revolto de ver que estamos evoluindo uma situação cada vez mais crítica e absurda, onde mortes de inocentes, dores e sofrimentos se tornaram até normais a olhos tão acostumados de ver esse tipo de coisa.
Uma festa popular e tradicional que poderia e deveria ser explorada para atrair turistas ao nosso país está espantando os próprios brasileiros. Escolas de samba que "aparentemente" unem comunidades em prol de uma diversão, que incentivam trabalho de equipe, que movimentam empregos e tudo o mais, nada mais são que antros de bandidagem e criminalidade.
Em vez de torcerem civilizadamente ou reivindicarem seus direitos de forma eficiente com argumentos e ações eficazes, as pessoas se unem para depredar, destruir, fazem questão de marketing negativo para suas escolas, bairros, times e para seu país!
Porque de repente, aqui no Brasil virou bonito ser bandido, as gírias, as ações, as atitudes, a forma de andar, as músicas, tudo é plágio do crime e a população vítima do crime aplaude e acha "descolado"?
Descolado é ser original, resolver os problemas com dignidade, com paz de espírito, com luta pela justiça sem causar dor ou destruir seja lá o que for, se o que eu tenho em mente vai ferir algo ou alguém, como pode isso ser bom? Nada que machuque o outro é bom para ninguém, enquanto a gente aplaudir baboseiras na televisão vamos compactuar com essa corja ridícula que só faz atrasar a evolução de nosso país e da nossa humanidade. Só faz dar maus exemplos para as nossas crianças e envergonhar nossos idosos.
A mídia modula nossa mente como se nosso cérebro fosse de argila, e achamos tão normal que torcidas organizadas sejam tão bárbaras quanto os ostrogodos da Idade Média que chegamos a defender as torcidas de nossos respectivos times, encontrando justificativas pouco plausíveis para crimes, os quais estamos sujeitos a sofrer.
Estou decepcionada com o carnaval, talvez esteja ficando mesmo rabugenta perto dos 30, quando eu ouvia minha mãe me proibir de frequentar esolas de samba alegando que não era lugar de moça de bem, que lá tinha muito bandido e tal, eu achava um preconceito e sonhava em desfilar na avenida, em sambar com a bateria, em curtir até o último poro da pele o carnaval.
Mãe, hoje eu vejo o quanto você tem razão.
Pois a maioria das coisas não possuem a visão doce e ingênua que eu sempre as atribuí, o carnaval não é uma festa legal, de gente legal, que tem música para a gente dançar e soltar o estresse do dia a dia. As pessoas têm o dom de acabar com as coisas boas, de apodrecer e arruinar sonhos. Muita gente boa vai lá, aliás a maioria, mas são as pessoas ruins que fazem fama e botam em risco a vidas das outras que estão lá para se divertir.
Hoje eu digo que tive o melhor carnaval da minha vida, protegida dentro de casa, com pessoas que confio, adoro e me respeitam. Esse foi o único carnaval que curti de verdade, o resto foi tudo ilusão.
Ilusão de que as coisas podem ser boas num mundo onde as pessoas só usam a inteligência e a capacidade de raciocínio, diria muitas vezes brilhante, para fazer o mal.
Lamento por tudo, por escrever um texto tão adverso do que sempre costumo escrever com meu jeito otimista. Hoje estou frustrada, estou de luto por todas as mortes, brigas, destruições desse carnaval, estou vivendo a minha quarta-feira de cinzas e ao mesmo tempo muito feliz por não fazer mais parte da zoeira que antes me parecia tão bacana e boa de festejar. Motivo de festa para mim a partir de agora é minha família e amigos de verdade, ambiente seguro, afinal de contas, o melhor carnaval sou eu quem faço!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Indecifrável


Hoje enquanto corria observava o meu amor e tentava explicar a intensa vontade que eu sinto de fazer tudo ao lado dele, de viver para e por ele, desde as coisas mais corriqueiras como preparar o almoço que ele gosta, ou um simples cafuné como atitudes mais significativas de renúncia e compreensão, creio que essa emoção de sentir pela primeira vez o que é o companheirismo me abala, mexe profundamente em meus sentimentos, pois eu não consigo, simplesmente não consigo mesmo sequer raciocinar mais no singular.

Porém, concluo que amar e singular só servem mesmo para rimar.
Para falar o português claro, de uns três meses para cá eu só uso a primeira pessoa do plural, e faço isto de forma tão natural, que quando paro para botar reparo, acho graça!

Eu que vivi sozinha uma vida toda, e achava até absurdo casais que viviam grudados, hoje me pego assim completamente interligada a tudo o que ele faz, e ele ao que eu faço, e o mais curioso é que tudo isso sem desrespeitar a individualidade de ambos.

Mas, desde que ele apareceu eu sou uma mulher melhor, a capacidade que ele tem de acrescentar sabedoria, benevolência, força de vontade e garra em minha rotina é surpreendente, ele dá mais vida a minha vida.

Poetas, me perdoem, mas quem disse que o amor faz sofrer não experimentou amar a pessoa certa. Porque amar uma pessoa de valor aproxima-se da perfeição, pois tem Deus ali naquele amor, tem as bençãos dele naquela relação, é muito mais que fogo da paixão, é a paz do companheirismo e cumplicidade, é sabe o que? A inevitável felicidade!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

TATO




Não se preocupe com mais nada

Tudo o que passou ou o que virá

A força do meu sentimento compensará

Toda possível dor de nossa estrada



O meu amor com o seu amor formam sincronia

Juntos somos mais que sós

Somos até mesmo muito mais que simplesmente “nós”

Fazemos inveja à própria alegria



Se em algum momento você chegar a duvidar

Que o que sinto por ti durará a eternidade

Consulte aquela nossa amiga Felicidade

Pois somente ela, o meu amor saberá mensurar



Meu coração é plenitude

Meu sentimento não passa

Meus dias se resumem em constante amplitude

De na vida só achar graça!

UNO


De repente tudo o que eu sempre pedi a Deus chegou de uma vez bem na minha mão!

Eu tenho um homem apaixonado por mim, um homem bom, forte, íntegro e louco, louco por vários motivos, mas especialmente louco por mim!

Essa loucura toda que ele emana me enlouquece cada vez mais e me impulsiona a ser mais louca, a ousar mais, a realizar cada dia mais e mais, feitos e atitudes que me tornem melhor, que fortifique e solidifique nosso amor, nossas vidas numa só!

Um homem admirável, pitoresco, peculiar, por vezes previsível, mas na maioria surpreendente!

Este homem ganhou meu coração em poucos dias, minha confiança em uma semana e meu amor infinito em frações de segundo.

Ele é inteligente, interessante, intrigante, engraçado, divertido, cativante, se eu pudesse projetar alguém perfeito para mim, mesmo dentro de suas imperfeições, eu jamais chegaria nem perto do que ele é.

Pois esse tipo de planejamento só mesmo Deus pode colocar em nossas vidas.

Veio com um amor sereno, um jeito de amar que somente a maturidade espiritual e emocional podem lhe proporcionar, um amor que não dói só faz sorrir, uma saudade que traz certeza da breve distância.

Uma segurança jamais experienciada!

Um respeito imenso que eu me lembro de regar e adubar todos os dias para nunca murchar.

Sim, eu tenho a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida, mordida compartilhada entre dentes, entre lábios, gritos e sussurros estridentes de alegria!

Remediando a tristeza e a apatia de amores passados, esquecidos, envelhecidos e mal fadados com uma perspectiva tão excelente que só ele poderia me trazer.

Com você, meu mexicano, eu compreendi o significado de palavras que até então eu só sabia soletrar: companheirismo, segurança, fé, amor verdadeiro.

Além disso, com você as coisas mais simples são as mais fantásticas, como se largar numa noite de luar em uma praça qualquer, ou comer uma esfiha colorida numa mesa de bar.

Fazer nada contigo é TUDO, o que me leva a crer que você é o meu tudo ou nada, e nesta escolha decidimos vivenciar o máximo!

Correr todos os riscos sem medo de ser feliz, o resultado foi positivo e será cada vez mais, porque...porque o destino é pouco para nos definir, nós fomos os responsáveis e atingimos a dignidade da realização do nosso encontro!

Nosso encontro estava marcado, mas poderíamos ter faltado a este compromisso.

Porém, instintivamente comparecemos e no instante que nossos olhos se cruzaram soubemos e reconhecemos que ali nossas vidas mudariam para sempre, ali elas deixariam de ser ambas para serem unas!



Eu quero a sorte de um amor tranqüilo        
Com sabor de fruta mordida 
Nós na batida, no embalo da rede    
Matando a sede na saliva      
Ser teu pão, ser tua comida   
Todo o amor que houver nessa vida 
E algum trocado pra dar garantia     

E ser artista no nosso convívio         
Pelo inferno e céu de todo dia          
Pra poesia que a gente não vive        
Transformar o tédio em melodia       
Ser teu pão, ser tua comida   
Todo o amor que houver nessa vida 
E algum veneno anti-monotonia       

E se eu achar a sua fonte escondida 
Te alcance em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão    
Boca, nuca, mão, e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida   
Todo o amor que houver nessa vida 
E algum remédio que me dê alegria





ENCONTRO MARCADO, POR DEUS PREMEDITADO!


E foi num mágico dia das bruxas, 31 de outubro de 2011 que tudo começou a acontecer...sentia que algo magicamente mudava em mim, e ao mesmo tempo comumente fazia coisas rotineiras com um ar de que tudo se transformaria dentro de muito breve.

Procurava uma roupa para vir trabalhar e não a achava, cansada, desisti e fui dormir, no meio da madrugada de 01/11 senti minha garganta inflamar muito, tomei um antibiótico forte às 5h e não conseguia nem respirar direito de tanta dor, levantei com cara de Halloween mesmo, continuei procurando o casaco que mentalizei com a roupa que tinha escolhido de qualquer jeito previamente na noite do dia 31/10 e não encontrava o casaco dourado...finalmente achei, a garganta inflamada me impedia de lavar o cabelo pela manhã e sair com ele por secar, eu não teria tempo, eu chegaria atrasada, disfarcei no penteado com uma tiara, eu estava confusa e atrapalhada na hora de me vestir, minhas olheiras denunciavam uma noite em claro, meu cabelo estava sujo...rs...minha roupa desconjuntada, mas eu não podia perder o trem...

...antes de sair minha mãe me disse que meu cabelo estava horrendo, corri para o trabalho, passei o dia ansiosa, mas achava que era porque era véspera de feriado, finalmente o relógio do computador marcou 18h.

Eu voei para a rua e fui caminhando feliz, volto a pé do meu trabalho, pois odeio trem lotado, trânsito e etc, prefiro voltar caminhando e ouvindo meu mp3 e naquele dia pensando em como aproveitaria meu 02/11, liguei para a minha prima Geni e sorrindo fui fofocando e brincando com ela como sempre, quando no meio do caminho eu havia passado uns 5 passos da Cidade Jardim, de repente eu vejo um rapaz charmoso, bonito, de terno, todo elegante me olhar com um jeito assustado, um “olhão” arregalado como se tivesse visto assombração (realmente eu estava mesmo com cara de Halloween), daí eu olhei de volta, olhei para trás para ver se ele ainda me olhava e sim, ele ainda me olhava...mas segui o meu caminho e a minha conversa com a Geni, andei, andei e andei mais um pouco e quando chegava na Rebouças eu resolvi habilitar meu cartão de segurança no Itaú. Demorei horas ali, digitava e digitava, falava sozinha com o caixa eletrônico, daí quando finalmente saí de lá e me dirigi ao farol para atravessar, eu vejo o rapaz que me olhou assustado saltar na minha frente e dizer: - Caramba, você corre, hein?

Na hora eu achei aquela situação tão inusitada que não tive outra alternativa a não ser cair em uma risada gostosa de quem se surpreende com algo muito diferente e bom, e respondi: - Não acredito que você me seguiu!

Ele falou que não era todos os dias que via uma mulher tão linda e charmosa passar e pediu meu telefone, antes que eu começasse a andar rápido.

Eu falei para ele ter calma, perguntei o nome, se trabalhava por ali e para onde ele estava indo.

Ele falou que ia até o escritório dele que era na Rebouças.

Obviamente eu achei muito estranho, pois eu o vi na Cidade Jardim indo em direção contrária, como ele ia voltar tudo aquilo e se dirigir até o escritório na Rebouças? Só se fosse um maluco andando sem rumo mesmo, com uma mochila nas costas...mas eu ignorei estes pensamentos desconfiados e resolvi dar corda, porque afinal de contas, eu gostei muito dele à primeira vista!

Falamos coisas típicas do gênero o que você faz, onde você trabalha, etc...até que em um certo momento ele me convidou para sentar e jantar, perguntou se eu gostava de comida árabe, eu estava atrasada para o meu trabalho voluntário, disse isso a ele, mas ele falava sem parar e parece não ter notado, falava coisas desconexas e às vezes “nexas” hahahaha...muitas vezes anexas também, parecia muito agitado, perguntou se no feriado eu trabalharia, se eu poderia jantar com ele, disse que eu era muito apressada e se despediu de mim, me pediu um beijo, e já ia me deixar ir embora sem anotar o meu telefone.

E eu percebendo tamanho absurdo perguntei: - Ei, você não vai anotar o meu telefone?

Hahahahaha...daí ele arregalou de novo aquele “olhão” lindo e perguntou, enquanto apalpava o bolso para procurar o celular rapidamente: - Eu não anotei?

E eu calma e praticamente zombando daquele nervosismo todo, zombando no bom sentido, pois algo no fundo do meu ego se divertia muito em saber que provavelmente eu tinta total relação com aquele momento desajeitado e nervoso que ele estava enfrentando, e este algo no meu ego que se divertia, começava a se lisonjear de tal maneira como quem soubesse que acabaria apaixonada em frações de segundos de convivência!

Enfim, eu abanei a cabeça devagar e disse que ele não anotou nada.

Então, ele anotou rápido, eu tinha certeza que ele não tinha entendido o meu nome, também eu não disse o nome todo, disse apenas metade dele: Leli!

Primeiro porque eu gosto de ser chamada assim, segundo porque me deu uma pontinha ínfima de medo de conversar com um absoluto estranho no meio da rua e terceiro...rs...porque tinham acabado de me dizer no final de semana que numerologicamente dava mais sorte o Leli que o Leliane!!! E eu queria tanto ter muita sorte com aquele até então “ilustre desconhecido”.

Sei que fui para a casa e liguei para a Geni para relatar que um doido me seguiu na rua e nos divertimos muito com essa história...disse que era um doido muito gato e torci para que ele telefonasse mesmo.

No dia seguinte eu tive um feriado maravilhoso ao lado da minha família, mas ele não me ligou, porém na quinta-feira de manhã ele me mandou um sms dizendo: “Olá andarilha da Faria Lima, hoje você pode parar para um café ou vai estar com pressa de novo?”

Eu disse que naquele dia eu não teria tanta pressa e poderíamos tomar café sim.

Ele ligou e combinamos.

Saí um tanto quanto esperançosa para aquele encontro, uma coisa inexplicável que dizia que seria diferente e surpreendente.

Um quarteirão antes de encontrá-lo eu pedi a Deus que eu gostasse e fosse correspondida, pois já estava cansada de encontros e desencontros, de superficialidades, de vazio no coração.

Eu o encontrei, ele não quis ir no Rei do Mate, fomos no Café Pelé, e eu me preocupei porque estava de tênis e roupa social, não tive tempo nem de me arrumar, mas ele disse que eu estava linda e me olhava de um jeito que realmente me fazia sentir assim!

No Café foi tudo muito gostoso, o achei um tanto quanto apressado pois já tentou me beijar, mas eu evitei e disse para irmos com calma, nos conhecermos mais e etc. Ele tinha me dito que havia terminado um longo relacionamento há pouco tempo, eu questionei quanto tempo, devido as minhas experiências anteriores traumáticas, e ele não soube responder com muita convicção, enfim deixei para lá e continuei conhecendo outros aspectos dele durante a conversa. Depois de um papo muito agradável e um clima muito bom de romance no início, com mão na mão e toques e risos bobos, eu disse que precisava ir para a casa. Muito cavalheiro, ele ofereceu de buscar o carro e me levar, mas eu neguei alegando que não ia entrar em carro de estranhos...

Então, ele disse que me acompanharia a pé e nada fez com que ele dissolvesse esta idéia. No caminho fomos descobrindo muita afinidade, um jeito muito bom de olhar, de conversar, um carinho incontrolável fez com quem a gente se abraçasse e caminhasse assim...algo dentro de meu coração já pulsava de um jeito inevitavelmente forte e constante, eu já estava encrencada então.

Cheguei em casa flutuando e fui adicioná-lo no face...foi aí que eu tive uma pontada como se fosse um punhal em minha alegria! Ele estava em um relacionamento sério.

E eu muito decepcionada escrevi para ele: De acordo com o face, você está em um relacionamento sério.

E ele: Desculpe a minha covardia, eu não tive coragem de te contar.

Eu: Acho melhor a gente não se envolver enquanto você não resolver isto.

E ele disparou sms para mim, pediu para me ligar, eu concordei, e na conversa ao telefone ele me explicou sua situação e eu expus a minha, dizendo que não tinha como confiar em quem eu mal conhecia e que não estava afim de me machucar...embora já me sentisse ferida e desapontada, pois já tinha gostado mais do que deveria para um simples encontro. Defini que não falaria mais com ele até ele resolver o que fosse melhor para a vida dele. E já desacreditei que eu fosse a sua decisão, tendo em vista que eu era uma estranha que ele viu duas vezes.

Fui dormir com o coração partido e acordei lendo um sms dele, dizendo que mesmo que eu não passasse por ali, ele estaria me esperando, mesmo sem abraço, beijo ou sorriso, pois ele queria muito me ver, que tinha passado a noite em claro pensando em mim.

Querendo acreditar nisso mais do que tudo, me agarrei à esperança e à coragem e passei em frente de onde ele me esperava, chegando lá ele estava tão lindo contrastando um terno marrom com seu olho verde-escuro, que eu me derreti e dei um beijo em seu rosto deixando uma marquinha de batom, um abraço e um suspiro e fui para o trabalho. No caminho fui pensando que história era aquela e que sentimento tão sem propósito era aquele que invadia meu peito?

Recebi vários sms e e-mails naquele dia, ele me dizia que havia colocado um ponto final em sua relação, que havia passado mal, e eu me senti culpada por tudo aquilo desejei que ele seguisse seu coração e tivesse certeza, que eu estava gostando dele, mas não queria que ele se precipitasse e nem que fizesse ninguém sofrer.

O encontrei na volta na esquina da sua casa, conheci um amigo dele, desanuviei um pouco o estresse de minhas inseguranças e já, estranhamente, nos enxergava como um casal!

Ele me levou até em casa, nosso primeiro beijo aconteceu, eu não resisti e o surpreendi na porta da minha casa, mais à noite fui buscá-lo e fomos no Empanadas com meus melhores amigos.

Estava adorando descobrir cada segundo algo a mais de sua personalidade, algo a mais sobre a sua pessoa...era um algo muito bom para ser de verdade...

Mas sabe de uma coisa, gente?

Realmente era de verdade...e mesmo que tenha acontecido tudo muito rápido e aparentemente maluco, eu e o Renato não cansamos de ficar juntos, nos fazemos muito bem, e nos entendemos e compreendemos em absolutamente tudo, e quando um discorda do outro, ainda assim com muito respeito e interesse aceita o ponto de vista alheio. Colocando de uma maneira sensata a própria opinião e por vezes um conselho.

Essa sempre foi a minha concepção de relacionamento, não direi ideal, pois o ideal só existe na ideia, nem de sonho, pois sonhar por vezes é utópico, mas eu usarei a palavra realidade, era esta a realidade que sempre busquei e encontrei nos braços do Renato, quando ele está comigo eu me esforço para ser alguém melhor, eu admiro este homem pelo o que ele é, eu quero conquistá-lo sempre mais, pois isto me realiza e me sinto conquistada a cada instante por ele também, nada entre nós é forçado, as coisas fluem de uma forma mais que natural, embora a velocidade seja avassaladora, não existe medo ou insegurança mais, temos e transmitimos um ao outro muita certeza do que queremos, e evidente felicidade no que estamos vivendo!

Fazemos inúmeros planos juntos, muitos já projetamos e começamos a realizar, simples coisas ao lado dele são mágicas e inenarráveis para mim, como por exemplo andar de patins ou assistir um filme no cinema...isso nunca me aconteceu antes, mas ao mesmo tempo eu sinto que vivi 27 anos só para finalmente viver isso!

E é por isso que hoje eu não tenho medo de admitir ao mundo e muito menos a mim, que eu o amo, e que dia após dia amadurecerei este sentimento lindo e verdadeiro, construindo uma relação sólida e saudável, do tipo que faz e recebe somente o bem.



Não me cansarei de agradecer a Deus meu doce novembro, principalmente porque deste novembro até o resto dos meus dias, eu sei que viverei assim...como se fosse o primeiro mês!



<3



Leli

SIMPLES SER FELIZ


Hoje vim falar de paz...a gente procura tanta emoção e não percebe que a verdadeira sensação de felicidade é aquela que te traz paz, paz no coração, no espírito, alma em paz, a calma te dá condições de pensar e realizar melhor. A paz te leva a um estado inigualável de bem –estar...a paz está inserida nas coisas mais simples e mais gostosas da vida, um descansar num ombro amado, um sorrir para um alguém querido, um fazer o bem sem nem perceber, uma natural ação solidária...um caminhar descalço na grama...um mergulho no mar, se sujar com sorvete...se divertir consigo mesmo, ter paz é realmente saber viver, sem ligar para as chateações, encarando os obstáculos como transitórios e a fé como a única filosofia que devemos seguir.



A sintonia da paz é irreversível, uma vez sintonizada você aprende a sentí-la e vivenciá-la sem muito esforço...pensamentos tranqüilos, sintonia na positividade, não são ingredientes difíceis de achar para o preparo da felicidade!



Agradecimento especial a minha fonte de inspiração...e também ao dono do meu coração e responsável por minha paz!

DEDICADA AO MEU SEGUIDOR MAIS ESPECIAL, COM TODO O MEU CARINHO E CORAÇÃO!


Quanto tempo busquei teu sentido   
Quantos dias procurei tua razão       
Vontade de te viver por inteiro        
Vontade de te sentir com paixão      
Só agora te entendo, vida     
Mesmo entre seus caminhos, perdida           
Fui guiada por sua emoção   
E finalmente achei minha direção!

PASSO A PASSO TRILHO MEU CAMINHO E CHEGO ONDE QUERO!


Sempre fui uma mulher de muitos passos, passos firmes, largos, alguns em falso, porém, paira sobre mim acima de qualquer coisa a vontade de caminhar. Seguir em frente, mesmo com uma coleção de tropeços no caminho percorrido e incertezas sobre os possíveis obstáculos no destino a ser seguido. Eu no fundo sempre soube que minha longa caminhada me faria chegar a algum lugar.
Eu sempre sonhei com um homem de verdade, bom, decente, fiel a seus princípios, à família e à convicção de que viver para o bem vale a pena.
Eu sempre desejei que um homem assim fosse louco por mim, louco ao ponto de correrr atrás de mim, de lutar por mim, de querer me conquistar para um dia caminharmos lado a lado ee construirmos nosso caminho juntos.
No meio de um percurso habitual, em um fim de tarde aparentemente normal, um encontro nada casual: nossos olhares se cruzaram e nossas vidas se enroscaram, a passos rápidos eu segui em frente, mas qual não foi minha surpresa ao me deparar 1 km depois com o homem que sempre sonhei a me seguir, louco ele? Louca eu? Não sei dizer, só sei que finalmente alguém alcançou meu coração que viveu em fuga por anos e bem a tempo de me fazer crer que enfrentar a nossa jornada com fé sempre vale a pena!


TECENDO UM TAPETE


Há poucos dias aprendi um ponto de tapeçaria, e quebrando minha cabeça, errando, fazendo e desfazendo o tapete está tomando forma...ficando até simpático, a cada dia me aperfeiçoo mais na técnica...e como não podia deixar de ser, filosofando sozinha com meus devaneios e pensamentos sãos e insanos, fiz uma analogia entre o tapete e a minha vida...ou quem sabe a vida de todos nós.

No tapete, ponto a ponto, entre erros e acertos vai se formando uma obra, ela pode ficar bonita, linda, ou pode ser feita de qualquer jeito, dependendo apenas do capricho de quem a tece.

Na vida, cada dia, cada situação, cada erro ou acerto vai construindo uma história, que pode ser bela ou pode ser apenas vivida, empurrada com a barriga, sem ânimo ou empenho.

Na vida nossos pontos são as experiências, as oportunidades divinas de errarmos e acertarmos, e aprendermos técnicas novas de lidar com as situações. O capricho é a nossa fé, nossa calma, nossa perseverança de dar ponto a ponto uma forma à esta obra que nos foi dada como a maior dádiva que podíamos ter recebido do ser que deveríamos amar acima de qualquer suspeita: nosso criador!

Ponto a ponto estou tecendo meu tapete, sem pressa, sem ânsia de terminar, e passo a passo eu sigo em frente nesta linda caminhada que é viver, agradecendo cada oportunidade de aprendizado e confiando sempre que somente Deus sabe o que é melhor para mim e me dá todos os fios para tecer o meu destino...sei que no final de tudo a obra de minha vida estará linda e exposta para quem quiser seguir o caminho do bem me acompanhar...