quinta-feira, 22 de março de 2012

Serendipity - descoberta por acidente ou sagacidade de coisas que não estavam sendo buscadas!
Quando te encontrei, não estava te procurando.
Quando te notei, tive que ter coragem para encarar um desconhecido, sorrir para um estranho e logo depois me apresentar e deixar contato para alguém que nunca tinha ouvido sequer falar.
Por diversas vezes cruzamos o mesmo caminho sem nos darmos conta da presença um do outro, trabalhávamos na mesma avenida, frequentávamos a mesma praia, conhecíamos pessoas em comum, porém foi na hora exata marcada pela casualidade que o destino permitiu nosso encontro.
Bastou apenas um olhar para que a confiança brotasse, são coisas que não dão lugar à razão, pois se dessem, não aconteceriam, não pensei para te botar na minha vida, não raciocinei para escancarar as portas do meu coração para que entrasse, e hoje não explico o sentimento que tenho por ti desde o primeiro instante, mas que só aumenta com o passar dos dias.
O tempo é apenas um mero detalhe, a forma uma consequência, o que realmente importa é que existe, é real mesmo que surreal, é amor e o amor quando verdadeiro se basta!
Você é suficiente, nada mais além do que você me traz me interessa.
Obrigada por deixar pistas para que eu achasse o que eu não buscava, mas que há tempos me fazia falta!

segunda-feira, 5 de março de 2012


A vida não pode ser medida por decepções ou mágoas, mas deve ser encarada por momentos em que sorrimos, e por pessoas que nos fizeram sorrir ou compartilharam da alegria conosco.  Do mesmo jeito que o vento pode ser uma brisa suave e acariciar nossa pele, ou desarrumar nossos cabelos, ele pode ser um tufão e destruir sólidas construções. Assim como o tempo que ameniza situações desagradáveis ou piora distâncias.


Ultimamente venho pensando muito na vida, no tempo, na saudade, nas circunstâncias, em quem chegou e em que se foi da minha rotina. Em quem o destino me presenteou como dádiva, gente que me pergunto se cheguei a merecer algum dia. Em quem eu me esforcei para que permanecesse e em quem eu expulsei sem mais nem menos. Em amizades, em amor, em parentesco de alma, de sangue, de coração. Penso também no sentido dos desentendimentos, no tempo desperdiçado, na convivência desfeita, nos laços desatados, elos perdidos, perdidos? Talvez apagados. Deixando um grande borrão manchado no lugar, manchas de um passado que de tão bom custa em deletar lembranças, custa em se conformar com a palavra: passou.


Eu sempre fui muito saudosista, fui também sempre adepta da fuga da realidade em situações de sentimentos confusos. Me negando a acreditar que o que eu tinha desmoronou, mas este desmoronamento era só uma mudança, de lugar, ordem, pessoas, enfim, a vida é cíclica, raras coisas são perenes nestes ciclos. Mas isso não significa que tenhamos que deletar sentimentos como arquivos ultrapassados de computador. Aliás, quando é verdadeiro quem deleta um amor? Existem pessoas que fazem parte da formação do que somos, acreditamos, ideais e ideias que defendemos ,então, como podemos deixá-las ir com o vento, ou com o tempo?


No máximo deixamos a porta aberta, ou a cópia da chave de nossa vida embaixo do tapete, lugar que elas sempre souberam onde ficava, para quando acharem apropriado, entrarem novamente em nosso cotidiano e desfrutarem das novas fases e momentos que estivermos passando, afinal de contas, existem pessoas que nunca deixaram e nem deixarão de ser bem-vindas!